É preciso defender a saúde pública em Taubaté e toda a região

A cada minuto, mais uma notícia grave. Faltam vagas para consultas, ambulâncias, médicos, medicamentos. Sobram pacientes esperando cirurgias e pessoas morrendo antes de receber o tratamento de direito. Fica uma reflexão: é possível mesmo que o SUS funcione e a população tenha um atendimento humano? Muitos duvidam, mas eu tenho certeza que sim, é possível!

A precariedade do atendimento de saúde é resultado de má administração pública, aliada aos interesses políticos e financeiros destes administradores que, muitas vezes, preferem beneficiar a iniciativa privada em prejuízo ao atendimento gratuito e digno do povo. É simples entender: o governo de SP congelou o investimento em saúde pública, entregou para empresas (que visam garantir lucro, não vidas) a administração de hospitais, laboratórios, etc. Está vendendo o SUS, com forte apoio de prefeituras como a de Taubaté, por exemplo. A mesma política está sendo adotada pelo governo ilegítimo de Michel Temer. Um verdadeiro desmonte da saúde no país.

A tarefa de um administrador público não é garantir lucro para empresas, não é cortar investimento de onde mais precisamos. Para que o SUS funcione é necessário fortalecer o sistema, valorizar os profissionais, administrar bem os muitos recursos disponíveis e principalmente, é preciso saber que saúde é um direito da população e o Estado tem o dever de garantir a qualidade deste serviço. Garantir um parto humanizado ou uma vaga em hospital não é favor, é obrigação do poder público.

Esta semana recebemos uma notícia importante: a liberação de R$100 mil em emenda parlamentar para a compra de uma ambulância em Taubaté. O recurso chegou à cidade pelas mãos do Deputado Estadual Carlos Neder (PT), a meu pedido, depois de recebermos muitas denúncias sobre as péssimas condições das ambulâncias na cidade, a maior parte da frota parada por falta de manutenção.

Neder também atendeu ao pedido do Conselho Municipal de Saúde de Pindamonhangaba, com a liberação de R$50 mil para a compra de um veículo que vai ampliar a organização do povo na luta em defesa do SUS.

Estes investimentos são indispensáveis. Mas ainda há muito para avançar, não só no atendimento emergencial, alvo deste artigo, mas também no fortalecimento da prevenção de doenças, dos serviços de atenção básica, de vacinação, controle de zoonoses, vigilância sanitária entre outros, todos parte de um mesmo sistema que é nosso e precisa ser defendido todos os dias.

Luto por Marielle e por todas as pessoas assassinadas neste golpe!

Luto por Marielle e por todas as pessoas assassinadas neste golpe!

Sim, o Brasil está em guerra!

De um lado homens que tomaram o país de assalto, abriram a administração pública para uma intervenção militar e querem o poder à custa de muito sangue.

Do outro lado: todas e todos nós!

Nesta guerra, a cada 100 pessoas mortas, 71 são negras.

Ontem (14 de março) a companheira Marielle Franco, vereadora do PSOL no Rio de Janeiro, mulher negra da favela, foi executada com 9 tiros ao lado de Anderson Pedro Gomes, que dirigia o carro no momento da emboscada.

Marielle foi morta nesta guerra, depois de assumir o front de uma batalha pela vida e denunciar as táticas de guerra do inimigo.

Esta guerra já matou demais! Indígenas e trabalhadores rurais estão sendo assassinados aos montes quando decidem erguer a voz contra um Estado assassino.

A guerra no Brasil está matando a partir dos mais pobres! A estratégia do inimigo é matar qualquer pessoa que se levante contra o sistema, ou que tenha potencial para isso. O critério de execução é simples: se for trabalhadora ou trabalhador, mate! Mate de fome, mate de trabalhar, mate com gás ou tiros, mate com doenças, mate na fila do SUS, mate se for negra ou negro, mate se for LGBT, mate estuprada, mate na cadeia, mate se for mulher… O comando foi dado e nós somos o alvo!

Se o país está em guerra, nossa saída é lutar, lutar e lutar! Temer, jamais!

Precisamos nos organizar e construir um novo modelo de Estado, popular, do povo e para o povo!

Não se omita! O silêncio também mata!

Bora prosear, Taubaté?

Bora prosear, Taubaté?

Olá! Eu me chamo Júlia Martin, tenho 29 anos de idade e sou jornalista formada pela Universidade de Taubaté. Fui eleita a primeira mulher presidenta do Partido dos Trabalhadores na cidade e também a mais jovem, desafio que tem exigido coragem em tempos de tantas manifestações de ódio e intolerância com o sistema político.

Recebi com muita alegria o convite para escrever aqui na Gazeta de Taubaté! Este novo espaço de conversa é mais do que um simples blog: é o nosso momento de pausa para refletir sobre as coisas que envolvem esse dia a dia taubateano.

Quero aproveitar os textos para conversar com vocês sobre política e mostrar que nem sempre ela precisa ser complicada ou difícil de entender. Afinal, política está na comida que comemos, no transporte que usamos, nas roupas que vestimos, no espaço onde moramos e na nossa convivência em sociedade. Se estes assuntos fazem parte da nossa vida todos os dias, como podemos estar tão distantes de compreendê-los amplamente?

Acredito que odiar a política apenas nos afasta dela, abrindo caminho para o mau uso da representatividade democrática. Em outras palavras, deixando a casa livre para os ratos.

A solução então é entender e participar. É preciso falar de saúde pública e saber que não é normal morrer à espera de atendimento. E os alagamentos? Será culpa de São Pedro ou falta de investimento em infraestrutura urbana?

Como o desemprego chegou a este ponto? E qual o papel dos jovens da vida desta cidade? O que são políticas públicas e como elas transformam a vida da população?

Nós, cidadãs e cidadãos, podemos influenciar diretamente nas decisões que definem, por exemplo, a qualidade da educação pública? Sim!

Vamos descomplicar a política? A proposta deste espaço é promover o debate, trazer exemplos e mostrar que a participação popular é parte fundamental do processo em busca da redução das desigualdades sociais e da democratização do município.

Então, bora prosear?

Conto com a participação e sugestões das leitoras e leitores para qualificar nosso papo e ampliar nosso conhecimento.

Vocês também podem falar comigo pelas redes sociais, acompanhando outros debates, vídeos e conteúdos sobre a conjuntura municipal, regional, estadual e nacional.

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E o papo segue no próximo texto! Beijos e até lá 🙂